De tempos em tempos acontecem crimes que chocam a população nacional e “abalam” as estruturas e pilares da sociedade brasileira. Eu me vejo aqui na Casa de Passagem com adolescentes negligenciados e muitas vezes violentados pela própria família. Faço questão de me chocar a cada caso que encontro e a cada relato que ouço dentro de um consultório com casos de violência. Digo isso por que não é difícil ouvir notícias bárbaras sem que isso nos abale. Por estratégia de marketing, alguns jornais de pequena circulação tentando garantir o seu lugar ao Sol, destacam em sua capa: “LEVA GAIA, FICA BÊBADO E MORRE QUEIMADO”, Custam R$0,25 os detalhes. Vejo que as pessoas que compram, riem, zombam e entram num momento de descontração para começar o dia.
Faço questão de me chocar a cada caso, não quero aceitar tal realidade como cotidiana e dessa forma me mantenho na linha de frente dos que sentem repulsa ao descaso do combate à violência. E quando falo de combate, não me refiro a polícia ou qualquer forma de repressão. Falo do alicerce da família, de proteção à criança e adolescente que por incrível que pareça ficou piegas dizer que elas são o futuro do país. O combate a violência psicológica, a negligência, a fragmentação da família.
O que me impressiona é ver que todos têm a solução para casos de violência. Não é difícil parar em um café na cidade e escutar pessoas ao lado dizendo o motivo pelo qual Wellington Menezes de Oliveira entrou numa escola e matou doze crianças... bullying, abandono da família, pura maldade?
Que possamos a cada dia pensar e repensar sobre as pequenas atitudes que podemos tomar. Uma colega de trabalho sempre me diz para “plantar uma sementinha na cabeça desses meninos para semearmos o amor.” Dessa forma enfraquecemos essa violência estrutural que o poder público e os grandes veículos de comunicação apenas realizam a manutenção desse estado.
Renato Russo disse em uma de suas letras: “A violência é tão fascinante e nossas vidas são tão normais”.
“Essas crianças estão nas ruas porque, no Brasil, ser pobre é estar condenado à marginalidade. Estão nas ruas porque suas famílias foram destruídas. Estão nas ruas porque nos omitimos. Estão nas ruas e estão sendo assassinadas.” Betinho(Sociólogo)
Comportamento Psicológico
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Há verdade e A verdade
Na tentativa de desmistificar e entender algumas de nossas características comportamentais mais evidentes hoje em dia, me deparo com a polêmica da violência.
A "Pulsão de Morte" como postulava Freud significa nosso instinto primitivo de agressividade. Nossos antepassados usavam isso cotidianamente para viver, sobreviver, conquistar e caçar. Sem o seu lado violento, seria inviável tal façanha. Acontece que quanto mais a humanidade evolui, mais ela aprimora algumas de suas características e despreza outras como a de, por exemplo, saber usar sua agressividade (eis aí a teoria da evolução de Darwin). A violência é algo intrínseco do ser humano, faz parte de um mecanismo de defesa. Quando temos medo muitas vezes agimos com violência!
Dessa maneira não consigo aceitar que vivemos um momento social de extrema violência, o que nos ocorre é que o imenso "show da vida by TV" nos fazem viver emoções constantes e consequentemente viciantes deste único ponto de vista sobre a violência ("todo ponto de vista é a vista de um ponto" - Leonardo Boff).
Expor um fato de que em uma cidade de 100 mil habitantes um único cidadão resolveu matar de maneira fortuita um outro e fazer com que esta notícia repercuta tempo suficiente até outro assassino tomar a atenção, não deve ser algo que possamos chamar de verdade sobre os fatos do nosso comportamento, nossa cultura, sobre os tempos atuais. Há de se averiguar sempre os reais motivos para solucionar questões complexas.
Temos a mídia como um horáculo e passamos a acreditar piamente que tudo que ali é dito faz parte de uma verdade absoluta... um equívoco.
Façamos o seguinte experimento:
1 - Vamos até a nossa rua e pelo tempo que for possível observaremos as pessoas que por ali circulam.
2 - Tentem encontrar onde estaria a violência tão presente na vida das pessoas que os jornalistas sedentos por sangue tanto nos fazem acreditar.
3 - Caso encontrem algo como um ato de relevante violência acredite, sua rua vai ser notícia.
Daí me pergunto, quantas e quantas rua vivem sem violência?
Essa característica que a mídia resolveu investir tem modificado o que Sigmund Freud postulou a pouco mais de um século atrás e tem feito jovens moleques almejarem seu momento de fama em um dia poderem ser notícia no programa policial "Bronca Pesada com Cardinot".
Durma com uma bronca dessas...
Forte abraço
Sérgio Vicente Oliveira
A "Pulsão de Morte" como postulava Freud significa nosso instinto primitivo de agressividade. Nossos antepassados usavam isso cotidianamente para viver, sobreviver, conquistar e caçar. Sem o seu lado violento, seria inviável tal façanha. Acontece que quanto mais a humanidade evolui, mais ela aprimora algumas de suas características e despreza outras como a de, por exemplo, saber usar sua agressividade (eis aí a teoria da evolução de Darwin). A violência é algo intrínseco do ser humano, faz parte de um mecanismo de defesa. Quando temos medo muitas vezes agimos com violência!
Dessa maneira não consigo aceitar que vivemos um momento social de extrema violência, o que nos ocorre é que o imenso "show da vida by TV" nos fazem viver emoções constantes e consequentemente viciantes deste único ponto de vista sobre a violência ("todo ponto de vista é a vista de um ponto" - Leonardo Boff).
Expor um fato de que em uma cidade de 100 mil habitantes um único cidadão resolveu matar de maneira fortuita um outro e fazer com que esta notícia repercuta tempo suficiente até outro assassino tomar a atenção, não deve ser algo que possamos chamar de verdade sobre os fatos do nosso comportamento, nossa cultura, sobre os tempos atuais. Há de se averiguar sempre os reais motivos para solucionar questões complexas.
Temos a mídia como um horáculo e passamos a acreditar piamente que tudo que ali é dito faz parte de uma verdade absoluta... um equívoco.
Façamos o seguinte experimento:
1 - Vamos até a nossa rua e pelo tempo que for possível observaremos as pessoas que por ali circulam.
2 - Tentem encontrar onde estaria a violência tão presente na vida das pessoas que os jornalistas sedentos por sangue tanto nos fazem acreditar.
3 - Caso encontrem algo como um ato de relevante violência acredite, sua rua vai ser notícia.
Daí me pergunto, quantas e quantas rua vivem sem violência?
Essa característica que a mídia resolveu investir tem modificado o que Sigmund Freud postulou a pouco mais de um século atrás e tem feito jovens moleques almejarem seu momento de fama em um dia poderem ser notícia no programa policial "Bronca Pesada com Cardinot".
Durma com uma bronca dessas...
Forte abraço
Sérgio Vicente Oliveira
Exercício para soluções
Meu principal objetivo neste Blog é compartilhar conceitos a respeito do comportamento psicológico. Como psicólogo, costumo trazer questões ligadas a ciência como a importância dos neurotransmissores na regulação de nossas ações e consequentemente dos nossos problemas e patologias (depressão, por exemplo). Acredito sim que para tudo exista uma explicação e partindo desta premissa, se descobrimos a motivação do problema podemos partir com maior segurança para a solução dele. Esta na realidade, é a minha tentativa por aqui, compartilhar esses conceitos tanto com profissionais das mais diversas áreas do comportamento humano, como com pessoas diretamente ligadas e/ou interessadas, estudantes e críticos. Há um ditado popular que diz que "a maior faculdade é a da vida". Pois então é neste sentido que criei o Blog "Comportamento Psicológico" para fazer valer nossas opiniões sobre, políticos, violência, mídia... numa tentativa de encontrar motivos e consequentemente soluções. O mundo carece de soluções.
Forte abraço
Sérgio Vicente Oliveira
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